terça-feira, 28 de abril de 2020

Aprenda a fazer revestimento de terra para paredes

 Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes

O arquiteto Rafael Loschiavo, do Ecoeficientes, ensina o passo a passo

A aplicação do reboco natural feito a base de terra é uma técnica bastante utilizada na bioconstrução. É a mesma mistura utilizada para os tijolos de adobe. Apesar de simples, seu uso ainda é pouco disseminado. Rafael Loschiavo, do escritório de arquitetura  Ecoeficientes, ensina o passo a passo que pode dar vida nova a uma parede que estava “caidinha” sem precisar de grandes reformas.
Loschiavo é especializado em soluções de arquitetura sustentável e aplica diversos conceitos em suas obras. Em entrevista ao CicloVivo, ele diz que é preciso desmistificar a ideia de que arquitetura sustentável, ou eficiente, seja mais cara. “Muitas escolhas de projeto não influenciam em nada no custo de uma obra, é o caso da arquitetura passiva, que utiliza a própria natureza, como a ventilação, o sombreamento e a iluminação natural, para criar ambientes mais agradáveis e eficientes.”
Em uma das reformas que ele desenvolveu (veja a obra inteira aqui) o arquiteto decidiu dar nova vida a uma parede existente de tijolos, que já estava coberta com camadas de tinta e massa. A parede foi bastante raspada para retirar as camadas e uma nova tubulação elétrica foi instalada. Depois disso, recebeu o revestimento feito com terra, areia e fibras naturais, que foi misturado com os pés e aplicado manualmente.

Como fazer o reboco de adobe

Para produzir o adobe você precisa apenas de uma peneira, um balde e uma lona.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes

Ingredientes da massa do adobe

  • 1 Balde de Terra (escolha a cor da terra que desejar);
  • 1 Balde de Esterco (de vaca ou cavalo);
  • 2 a 3 Baldes de Areia (depende do nível de arenosidade da terra);
  • Água.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
Passo a passo:
  • Misture a terra e a areia de maneira que quase se tornem uniformes;
  • Triture bastante o esterco e misture-o à seco com a terra e a areia;
  • Forme um monte com um furo no meio, parecido com um vulcão, e coloque água nesse buraco, jogue de pouco em pouco de forma que a água não escorra pela lona;
  • Misture com os pés, você vai sentir que a massa vai estar começar a dar liga, inicie movimentos espirais de dentro para fora para garantir uniformidade;
  • Com a mão aplique a massa por toda a parede.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes

Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes

O resultado é uma parede rústica, com cor natural, fibras vegetais, e ainda com o detalhe da linha dos tijolos. É importante ressaltar que o esterco não cheira absolutamente nada após misturado e aplicado.

Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes


Fonte: Ciclo Vivo 

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Designer cria embalagens de xampu feitas com sabão

A busca por soluções “lixo zero” às vezes leva para um caminho complicado, quase impossível de segui-lo. Mas, ideias como a da designer Mi Zhou fazem clarão nesta estrada, revelando que tudo pode ser mais fácil e simples do que parece. Ela é responsável pela criação de embalagens de xampu totalmente livres de resíduos isso porque criativamente usa o próprio sabão para compor os invólucros.
Isso quer dizer que o usuário após o término do xampu, pode usar o próprio recipiente como sabonete. Atualmente, já existem opções de xampus sólidos desenvolvidos por marcas brasileiras – o que também elimina o uso de embalagens plásticas -, mas esta proposta é realmente nova.
A ideia do projeto “Soapack” é usar o sabão como embalagem também para outros produtos de higiene pessoal. O setor é bastante promissor, uma vez que representa grande impacto ambiental. E isso se dá pelos diversos usos de plástico, que vem sendo questionado com veemência, inclusive nas composições em forma de microesferas plásticas. 
Um aspecto interessante do xampu de sabão, criado pela designer, está na beleza. Partindo do princípio que as pessoas são mais propensas a guardarem frascos de perfume (ou ao menos, a não tratá-los como descartáveis), ela se inspirou neste tipo de embalagem para desenvolver suas criações. 
Mi Zhou, que é estudante de pós graduação na Central Saint Martins, em Londres, ressalta que além de ser muito barato produzir as embalagens de xampu convencionais, elas têm uma vida útil muito curta. Basta pensar: quanto tempo dura tal produto em sua casa? Um mês ou dois talvez? “Estima-se que uma única pessoa ao longo da vida use cerca de 800 frascos de xampu, a maioria dos quais são simplesmente jogados fora e poluem o ambiente levando milhares de anos para se degradar”, descreve a designer em seu site. 
Mas agora fica a questão: de que são feitos as tais embalagens? não teriam substâncias perigosas para se manter de forma sólida? A designer revela que o sabão é preparado à base de óleo vegetal e é tingido usando pigmentos de minerais, plantas e flores. Para evitar que a embalagem derreta a qualquer exposição à água, ela passou uma camada de cera de abelha. 
Fonte: Ciclo Vivo